Archive for novembro \26\UTC 2008

Algumas hipocrisias recentes…

novembro 26, 2008
O mundo está parecendo isso aqui

O mundo está parecendo isso aqui

 

Hipocrisia (1):

 

Voltei a ver, ler e ouvir muito material sobre o mundo das drogas e suas conseqüências fúnebres. Dessa vez, seu alter-ego se chamava Fábio Assunção. Tudo por causa de seu afastamento da novela Negócio da China, dirigida por Miguel Fallabella para a Rede Globo de Televisão. Foi assim também, não faz tanto tempo, com o comentarista esportivo Carlos Casagrande e, há um pouco mais de tempo, com outro ator global (no caso, Marcello Anthony). O que me incomodava não é a tragédia em si, pois acredito realmente que se trate de um drama de proporções bíblicas, mas o fato de sempre gerar uma imensa especulação em páginas de jornais e revistas quando a vítima é uma celebridade. Parece até que somente pessoas famosas sofrem desse mal. Já reparou que toda vez que um artista luta contra o mundo das drogas as campanhas contra esse mal-estar do século aumentam, voltam a ganhar notoriedade? E quantos morrem vítimas do mesmo mal e nada é dito ou feito para combater a catástrofe? Que coisa, não é mesmo? É nessas horas que a gente percebe (ou, pelo menos, eu) o real valor do indivíduo na sociedade em que vivemos.

 

(…)

 

 

Hipocrisia (2):

 

Cuidado quando for bater palmas em gesto de felicidade ou agradecimento. Pode ser a sua ruína, meu caro. Acabo de ler uma matéria sobre o festival de cinema que está rolando em Brasília sobre dois filmes que tiveram como temática a questão da Amazônia. O público aplaudiu, ovacionou de pé e, entretanto, as intenções mostradas foram outras. Isso mesmo! Tudo não passava de crítica. Seja ao modelo de captação de recursos do filme ou ao fato do diretor ser um adepto da atual política vigente, não importa. O fato é: ninguém aplaudiu verdadeiramente para festejar ou reverenciar o talento de seu produtor, mas sim para protestar. Chegamos a um ponto em que não dá mais para entender o que se passa na cabeça da sociedade contemporânea. Como se não bastasse a minha dificuldade em acreditar, dar credibilidade a lágrimas e sorrisos em excesso num país onde tudo vira galhofa e motivo de piada sem graça, agora até mesmo aplaudir virou traço de mau caratismo. Onde vamos parar, meu Deus?

 

(…)

 

 

Hipocrisia (3):

 

Vencida a primeira batalha para dar fim (ou para quem preferir o termo, suavizar, se bem que não é isso que tenho visto) ao direito dos estudantes de meia-entrada em estabelecimentos culturais (entenda-se: cinema, teatro, etc). A primeira votação ganha limita o direito às salas a uma cota de 40% de estudantes por sala. A meu ver, uma verdadeira hipocrisia. Por um lado, até não há o que contestar: existe muita carteira de estudante falsificada é um fato. No entanto, esse papo de que no final das contas o estudante não paga meia nenhuma, pois os ingressos são encarecidos para dar conta dessa demanda (me engana que eles vão abaixar os preços depois da medida!), 80% das salas é só de meia-entradas para estudantes, produtores culturais, atores e a companhia toda reclamando que precisam sobreviver e “assim não dá mais”, “isso precisa acabar”, etc, etc, etc, buá, buá, buá. Tudo cascata barata. O que ele querem é muito fácil de responder: mais dinheiro. Cada ia mais dinheiro. E só Fala sério!

 

 

Foto: http://bitsmag.com.br/images/stories/cidadao/drogas.jpg

 

 

Obama + o que tenho percebido vendo a TV…

novembro 20, 2008
O novo chefe mundial

O novo chefe mundial

 

O mundo está em transição.

Até onde isso vai é que são elas.

Com a chegada de Obama ao poder fico me perguntando: será agora o fim dos Estados Unidos (Cara! É o primeiro Presidente negro norte-americano. Todo mundo vai querer atrapalhar a vida dele) ou o início de um novo ciclo de poderio? Existem torcidas para ambos os lados. Eu, honestamente, acho que o um mundo fica na mesma. Pode até melhorar para nossos brothers. Quanto à política externa, são outros quinhentos…

(…)

E a seleção brasileira? Irá a copa? Seria interessante, confesso, imaginar uma copa do mundo sem o Brasil. Podem até me chamar de derrotista, mas como dizia a canção de Cássia Eller, o “Pra sempre, sempre acaba”. Quem somos nós para deter essa marca de único país a ter participado de todas as copas de forma definitiva? Se o Império Romano acabou, após 500 anos de opressão, meus caros, tudo na vida acaba.

(…)

Chego ao final de mais um semestre de faculdade me indagando a seguinte questão: qual o papel da educação nesse país tupiniquim cheio de moralismos e falta de ética? Quem são essas pessoas que andam pelo campus universitário, correndo, fingindo-se de apressadas, quando a única coisa que desejam é o diploma no fim do curso (e o pior: sem saber que tipo de validade ele terá). Meu Deus! Quanta ignorância!

(…)

Na HBO aos sábados o meu lado voyeur sádico não perde os episódios da série Satisfaction e os dilemas dessas mulheres (prostitutas de carreira) para sobreviver as derrotas e pancadas constantes que recebem da vida. Quem não viu ainda, veja! Por trás de toda a sexualidade e do lado carnal das imagens a uma visão profunda sobre o mundo feminino como nós acreditávamos conhecê-lo (ledo engano!). Tem de tudo: mulher mais velha, discussão entre mãe e filha, prostituta lésbica grávida, clientes sadomasoquistas, dono de bordel que se apaixona pela funcionária… Imperdível!

(…)

Por ora fico por aqui.

Mas eu volto.

Sempre volto.