50 Anos de sangue, suor e muito pop

 

Michael Jackson chega aos 50 anos (quem diria!)

 

 

            Esse distinto senhor da foto acima – pasmem! – chegou há poucos dias a fatídica marca de 50 anos completados (o que, se para outros imortais das artes pode parecer pouco, em se tratando de sua humilde figura trata-se de uma façanha digna das mais nobres festas e rapapés). Lembro-me exatamente da primeira música que ouvi com sua assinatura: tratava-se de “Don’t stop ‘til get enough” cujo videoclipe, clássico da época, trazia Michael em sua mais deslumbrante forma, dançando de smoking ao redor de esferas incolores num clima bem sci-fi, coisa bem ao estilo de produções como Barbarella, de Roger Vadim. Naquele exato momento em que meus ouvidos se deliciavam com o seu pop frenético, eu ainda não tinha a menor idéia de que aquele menino, saído dos Jacksons Five, após muita polêmica, berros e socos por parte do agressivo pai, reviraria o mundo de ponta a cabeça com o fenômeno Thriller, até hoje o mais consagrado álbum da história da indústria fonográfica mundial. Palmas para ele! Até porque nessa época ele ainda era merecedor de todas as honrarias que fossem feitas em seu nome.

 

 

 

            O tempo passou (vieram Bad, outro disco polêmico, com direito a gestos sexuais que foram imortalizados pelo público mais fanático pela Jacksonmania, e Dangerous com parcerias bem montadas e aquele gesso na mão do cantor em cima da Estátua da Liberdade no clipe Black and White), o cabelo queimou (literalmente, numa apresentação ao vivo nos estúdios da BBC), as plásticas se tornaram uma mania doentia que perseguiram sua vida, o vitiligo serviu a causa do enbranquecimento e, principalmente, o popstar tornou-se o amigo inseparável das crianças, que passaram a fazer de tudo para visitar seu rancho Neverland, reduto do paraíso infantil e das obsessões do astro. Porém, como nem tudo no quartel de Abrantes são flores, sorrisos, abraços e chamegos, a justiça quis entrar na roda quintaniana (João amava Maria que amava Pedro que… Você que já leu o poema sabe o resto!) para apurar o que havia de angelical e o que havia de sinistro – para não dizer outro termo mais forte – em toda aquela história juvenil. Resultado: processos inesgotáveis, pais ofendidos com o que o compositor havia feito com seus filhos, pedindo indenizações milionárias, queda nas vendas, coletâneas atrás de coletâneas (só para se ter uma idéia: os álbuns History e Invincible sequer chegam aos pés dos dias mais fracos da carreira de Michael), raras aparições em prêmios televisivos e no Grammy – e assim mesmo acompanhado de uma turba de seguranças capazes das maiores atrocidades só para garantir sua integridade – e… E mais o quê? Que eu me lembre nada.

 

 

 

            Entenderam agora o porquê da façanha de Jackson ter chegado aos 50 anos. Depois de tantas tragédias, sopapos, pais ranzinzas, crianças querendo brincar de roda, discos fracassados, turnês desmarcadas, o novo álbum que nunca fica pronto (e nesse quesito ele só concorre em iguais condições com Axl Rose, vocalista do Guns N’ Roses e seu nunca completado disco Chinese Democracy!) e uma série de bizarrices que só fazem aumentar ainda mais a sua fama de excêntrico, como os filhos que só andam de burca, o casamento forjado com Lisa Marie-Presley, a inseparável máscara que o acompanha em suas exaustivas viagens de… De quê mesmo?

 

 

 

            Esse é Michael Jackson, o inventor do Moonwalker (vale aqui a recomendação: veja o filme, que passava muito no SBT na antiga Sessão das Dez que nunca começava às dez. É lúdico! Se puder gravar, pause na seqüência da música Smooth Criminal e se delicie com o passo que até hoje ninguém conseguiu imitar fielmente, mesmo o Usher tendo tentado com toda a disposição do mundo), o homem que veio ao Brasil, especificamente a Rocinha, um dos maiores pólos de criminalidade do mundo, só para gravar um clipe. Recentemente assisti em DVD sua última turnê gravada, em 1994, Live in Bucareste e acreditem! O mago dos pés ainda está lá, com todo seu magnetismo, fazendo com que milhares de fãs desmaiem ao som dos acordes da canção de abertura do show. O mesmo artista célebre que todos querem imitar, a quem todos querem ultrapassar em número de vendagens, mas ninguém chega nem perto. Para aqueles que vêem Michael Jackson como um caso de polícia, digo aqui (relato apaixonado de quem foi fã): para mim, Jackson é caso de ufólogo. Só outras culturas alienígenas conseguirão explicar algum dia como esse homem faz o que faz, da maneira como faz. E tenho dito.

 

 

        Foto:

 

http://www.multinet.no/~jonarne/Hjemmesia/Favorittartister/michael_jackson/michael_jackson_4.jpg

 

 

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3 Respostas to “50 Anos de sangue, suor e muito pop”

  1. miguelkalongua Says:

    Eu sou o maior fam do michael jackson no mundo talvez ate gosto mais dele do que ele proprio

    Eu amo aquele senhor ou bem dizer rei do pop gosto de todas suas musicas e sei cantar muito bem maior parte das suas musicas, e poe isto e muito mais que eu estou muito ancioso a espera do seu proximo album e espero que ele faz uma tornr pelo mundo. ja o vi uma vez a distancia mais o meu sonho e estar com ele ao vivo um dia destes.

  2. Igor Oliveira Says:

    Roberto,

    Muito bacana seu perfil de Michael Jackson. Minha idéia é de um fenômeno congelado no tempo, prova disso é a edição de aniversário do disco Thriller, que vendeu muito bem nos últimos meses. Além disso, nenhum show dele hoje se sustenta sem os sucessos dos 80 e algumas canções de Dangerous (disco com boas músicas mas que teve o apelo visual, diga-se com os clipes na MTV, como seu principal trunfo). Em meus raros momentos de discotecagem amadora, não deixo faltar “Don’t stop ‘til get enough”.

    Abraço,

    Igor Oliveira

  3. Bruno Pivoto Azevedo Says:

    Eu gosto muito de rock…
    mas adoro Michael Jackson
    desde quando era criança… quando vi o filme Moonwalker.
    Caraca… ja faz 15 anos… to ficando velho hehehehe

    belo post

    []s

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